Gestão / Administração

Dissertações de Mestrado

 

Capacidades de Timing e Selectividade dos Gestores de Fundos de Investimento Mobiliário

 

Autor: Éder Marcos de Oliveira
Orientador: Ana Paula Serra

 

Mestrado em Finanças

Faculdade de Economia da Universidade do Porto
 

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Capacidades de Timing e Selectividade dos Gestores de Fundos de Investimento Mobiliário

Resumo

Com esta investigação, propomos analisar o desempenho de uma amostra de fundos de investimento mobiliário portugueses durante o período Janeiro de 2002 a Dezembro de 2009, utilizando a medida de Jensen (1968) e a metodologia de timing proposta por Henriksson e Merton (1981). Os resultados obtidos pela medida de Jensen sugerem que, no geral, os fundos têm desempenhos inferiores ao mercado na ordem dos 0,34% /ano. Contudo este valor não é estatisticamente significante. Os fundos internacionais conseguem “bater” o mercado, enquanto os fundos nacionais e da União Europeia, respectivamente, têm desempenhos inferiores. Tendo por base a medida de Henriksson e Merton verificamos que os gestores possuem poucas capacidades de selectividade (0,42%/ano) e falham nas suas previsões quanto à evolução do mercado – timing. Enquanto os gestores internacionais parecem evidenciar melhores capacidades de selectividade, os gestores nacionais registam melhores capacidades de timing. Os resultados sugerem igualmente que, existe uma acentuada correlação negativa entre as duas componentes do desempenho e uma distance effect na componente timing. Os testes realizados através de metodologias não condicionais e condicionais confirmam a robustez dos resultados em relação à especificação do modelo. No entanto, sugerem que, em média, a introdução de factores de risco adicionais, e sua posterior combinação com informação condicional, não afecta significativamente as estimativas de timing, masmelhora os coeficientes de determinação e as estimativas de selectividade, sendo, em média, os alfas condicionais maiores que os alfas não condicionais.

 

Palavras chave: Fundos de Investimento, Performance, Selectividade, Timing, Informação Condicional.

 

Índice

AGRADECIMENTOS

RESUMO

ABSTRACT 
LISTA DE FIGURAS 
LISTA DE TABELAS 
LISTA DE ABREVIATURAS 

CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO 

1.1. Descrição do Tema de Investigação 
1.2. Motivações e Objectivos do Estudo
1.3. Contribuições 
1.4. Organização da Investigação

CAPÍTULO II – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. Introdução
2.2. Da Moderna Teoria da Carteira ao Desenvolvimento do CAPM 

2.3. O Processo de Avaliação de Desempenho das Carteiras de Investimento 

2.3.1. As Medidas Tradicionais de Avaliação do Desempenho Global

2.3.1.1. As Principais Limitações das Medidas de Avaliação de Desempenho Global

2.3.2. As Componentes do Desempenho Global

2.3.3. Metodologias Multifactoriais

2.3.4. Avaliação de Desempenho e Informação Condicional

2.4. Conclusões

CAPÍTULO III – METODOLOGIA

3.1 Introdução
3.2. Medidas de Avaliação de Desempenho

3.2.1. Medida de Desempenho Global
3.2.2. Modelos de Timing e Selectividade
3.2.3. Modelos Condicionais de Timing e Selectividade
3.2.4. Modelo Multifactorial de Avaliação de Desempenho

3.2.4.1.Extensão do Modelo de Fama e French (1993)
3.2.4.2. Modelo Multifactorial Condicional

3.3. Conclusões

CAPÍTULO IV – ANÁLISE PRELIMINAR DAS AMOSTRAS

4.1. Introdução
4.2. Fundos de Investimento Mobiliário em Portugal
4.3. A Amostra de Fundos de Investimento Mobiliário em Acções

4.3.1. Survivorship Bias
4.3.2. Caracterização da Amostra

4.4. Retornos dos Fundos de Investimento
4.5. Retornos do Mercado e Taxa Isenta de Risco
4.6. Variáveis Representativas da Informação Condicional
4.7. Conclusões

CAPÍTULO V – EVIDÊNCIA EMPÍRICA PARA O CASO PORTUGUÊS: DESEMPENHO, TIMING E SELECTIVIDADE

5.1. Introdução
5.2 Resultados dos Modelos Incondicionais

5.2.1. Análise do Desempenho Global
5.2.2. Análise do Desempenho em termos de Selectividade e Timing

5.3. Teste de Robustez dos Modelos Incondicionais

5.4. Análise dos Modelos de Informação Condicional

5.4.1. Capacidade Explicativa das Variáveis Condicionais
5.4.2. Análise dos Resultados nos Modelos Condicionais

5.5. Conclusões

CAPÍTULO VI – CONCLUSÕES FINAIS, LIMITAÇÕES E REFLEXÕES PARA FUTURAS INVESTIGAÇÕES

6.1. Conclusões Finais
6.2. Limitações e Reflexões para Futuras Investigações

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANEXOS
 

 

Trabalho completo