Gestão / Administração

Dissertações de Mestrado

 

As orientações estratégicas na gestão privada em contexto público

 

Autor: Pedro Duarte Dâmaso
Orientador:
Dias Curto, Dias da Silva

 

Mestrado em Gestão

ISCTE - IUL
 

 

continuar

 

As orientações estratégicas na gestão privada em contexto público

Resumo

Este estudo nasceu da percepção de que era necessário fazer uma análise independente da gestão praticada por uma Sociedade Privada num Hospital Público Português, nomeadamente ao nível dos recursos humanos, uma vez que aquela gestão constituiu uma experiência pioneira no nosso país. O facto de o estudo incidir numa experiência precursora, que por diversas razões nunca foi alargada, constitui um verdadeiro desafio. Tem-se referido muitas vezes que o finalizar desta experiência se deveu a questões de ordem ideológica, uma vez que a qualidade dos serviços prestados nunca foi posta em causa. Este trabalho pretende contribuir para demonstrar que a gestão privada em contexto público não terá sucesso sem a particular capacidade para gerir as pessoas, uma vez que estas são o principal activo de uma organização, e determinam a maior ou menor capacidade para atingir os objectivos. Deste modo, foram colocadas três hipóteses: a gestão pública não tem nada a aprender com a gestão privada; a gestão pública tem a aprender com a gestão privada; se a gestão pública pode aprender com a gestão privada, onde pode aprender? Da análise dos estudos disponíveis sobre a gestão por objectivos, concluiu-se que embora o sistema acarrete custos – uma vez que estamos a falar de maior despesa – ele tem um benefício associado e, para além disso, nota-se que a qualidade dos serviços aumenta, bem como a satisfação dos profissionais de saúde. Todavia, persistem várias dificuldades, tais como, a existência de objectivos pouco claros, a ausência de indicadores e o risco de selecção adversa no tratamento de doentes (com tendência a diminuir devido à implementação do Sistema de Triagem de Prioridades de Manchester nos Serviço de Urgência). Contudo, a inquietação manifestada pelos profissionais de saúde do Hospital Fernando da Fonseca relativamente ao anúncio da passagem do Hospital a EPE, não é mais do que a manifestação do receio que existia de poder vir a suceder um retrocesso na gestão do Hospital, ou seja, encontravam-se satisfeitos com a gestão por objectivos que estava a ser praticada (e que continuou a ser). Assim, verificamos que a terceira hipótese formulada, é aquela que deve ser concretizada. De facto, a gestão pública pode e deve aprender com a gestão que é praticada pelos privados.

 

Palavras chave: Gestão pública, Gestão privada, Gestão de pessoas, Gestão de recursos humanos, Public management, Private management, People management, Human resources

 

Índice 

Agradecimentos
Resumo
Abstract
Índice
Índice de Figuras
Índice de Quadros
Siglas

Introdução

1. Enquadramento Teórico - O Sistema de Saúde Português
2. O Modelo de Contrato de Gestão
3. O Estado regulador
4. Gestão Pública e Gestão Privada

4.1. Delimitação de conceitos

4.2. A gestão pública e a gestão privada

5. Hospital EPE (desde Janeiro 2009)

6. O caso do Hospital Fernando da Fonseca, vulgo Amadora-Sintra

6.1. A missão do Hospital Fernando da Fonseca e algumas das dificuldades
inerentes à sua prossecução

6.2. Os princípios e os valores associados ao desempenho da missão no HFF

7. Metodologia

8. Indicadores importantes na gestão de um Hospital

8.1. Eficiência
8.2. Qualidade / Quantidade
8.3. A Gestão Estratégica das Pessoas – Limites e possibilidades dos incentivos à
retribuição com base na performance (produtividade) como factor de uma gestão
estratégica de RH

8.3.1. O Modelo da relação duplo poder
8.3.2. Remuneração: Incentivos – Responsabilização: Integração no processo de
decisão – Atribuição ou não do prémio
8.3.3. Avaliação de desempenho
8.3.4. O Sistema de Incentivos

9. Análise de resultados

9.1. Os novos desafios - HFF 

Conclusões
Anexos - Gráficos
Bibliografia
Sites Úteis

 

 

Trabalho completo