Medicina / Ciências Médicas e da Saúde Dissertações de Mestrado
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Doença Carotídea Aterosclerótica
Autor:
Liliana do Amparo Sousa Mota
Mestrado Integrado em Medicina Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar
Universidade do Porto
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Resumo Introdução e Objectivo: A doença carotídea aterosclerótica é a principal causa isolada de acidente vascular cerebral. Em Portugal, os dados são escassos relativamente à prevalência desta patologia na população em geral, de modo que, não é possível conhecer o seu impacto na nossa sociedade. O presente estudo, tem por objectivo determinar a prevalência e descrever os factores de risco vascular que poderão estar associados a uma maior prevalência da doença carotídea aterosclerótica extracraniana. Materiais e Métodos: De uma amostra inicial de 6542 doentes internados no Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular do Hospital de Santo António - CHP, entre 1 de Janeiro de 2002 e 31 de Dezembro de 2007, foram seleccionados e analisados retrospectivamente os processos clínicos daqueles com o diagnóstico de estenose ou oclusão carotídea aterosclerótica extracraniana (n=245). Resultados: A prevalência de estenose ou oclusão carotídea nesta população é de 3,8%, sendo superior no género masculino (5,9%) e na faixa etária com idade ≥65 anos (5,3%). O factor de risco vascular mais prevalente foi a hipertensão arterial (86,9%), seguido da dislipidémia (67,3%). Conclusões: A prevalência da doença carotídea encontrada neste estudo é similar aos dados descritos na literatura, tal como a sua associação com os diferentes factores de risco vascular. Não existe evidência suficiente para que se recomende o rastreio de indivíduos assintomáticos a nível populacional. No entanto, (a) o género masculino e (b) a idade ≥65 anos, em doentes com factores de risco vascular, estão relacionados com uma maior prevalência da doença carotídea aterosclerótica extracraniana.
Palavras chave: Artéria carótida;
estenose; aterosclerose; prevalência; factores de risco vascular.
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