Psicologia

Dissertações de Mestrado

 

A "cola" que une a comunidade
Comparação do sentido de comunidade entre uma amostra clínica e não-clínica

 

Autor: Daniela Sofia Ferreira Anéis
Orientador: Wolfgang Rüdiger Lind

 

Mestrado em Psicologia

Secção de Psicologia Clínica e da Saúde

Núcleo de Psicologia Clínica Sistémica

Universidade de Lisboa
 

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A "cola" que une a comunidade

Resumo

O Sentido de Comunidade é um dos constructos mais bem estudados em Psicologia Comunitária. Desde a sua formulação em 1974 por Sarason e posterior aparecimento de um modelo teórico por McMillan e Chavis (1986), muita atenção tem sido dada a este conceito e às suas possíveis aplicações neste campo. Peterson, Speer e McMillan (2008) criaram a Escala Breve de Sentido de Comunidade que valida o modelo de McMillan e Chavis (1986) demonstrando a multidimensionalidade do conceito e validando o mesmo com outros instrumentos. Uma das aplicações desta escala estudada no artigo é a da relação entre Sentido de Comunidade e Saúde Mental. O objectivo do presente estudo é comparar o nível de sentido de comunidade entre duas amostras: uma amostra da população normativa e uma amostra de familiares de pessoas que sofram de doença mental. As famílias que possuem um membro que sofra de doença mental estão mais propensas a sofrer sentimentos de discriminação e estigmatização (Watts & Bennett, 1983) assim como sentimentos de isolamento social e fardo familiar (Magliano et al., 2006). É hipotetizado que uma maior promoção do sentido de comunidade poderia beneficiar a reintegração destas pessoas na sua família e comunidade, assim como promover o ajustamento familiar. Este estudo revela que não existem diferenças significativas entre as duas amostras no sentido da comunidade, mas a comunidade assume maior importância para os sujeitos da amostra clínica, o que pode ter sido devido à sua integração numa estrutura comunitária, as Casas de Saúde pertencentes ao Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus e Instituto São João de Deus, o que terá permitido que estes familiares não sentissem os possíveis efeitos negativos que os cuidados a um familiar com doença mental podem acarretar.

 

Palavras chave: Psicologia comunitária, Reabilitação psicossocial, Saúde mental, Teses de mestrado

 

Índice

Introdução I

1. Enquadramento Conceptual e Revisão da Literatura

1.1. O Movimento de Reabilitação Psicossocial na Saúde Mental

1.1.1. A Relevância da Comunidade para a Reabilitação Psicossocial
1.1.2. O Papel das Famílias na Reabilitação Psicossocial
1.1.3. A Influência da Comunidade nas Famílias de Pessoas com Doença Mental

1.2. O Sentido Psicológico de Comunidade

1.2.1. A Definição de Comunidade
1.2.2. O Conceito de Sentido de Comunidade
1.2.3. O Modelo de Sentido de Comunidade proposto por McMillan e Chavis (1986)

1.3. O Sentido de Comunidade e a Reabilitação Psicossocial

1.3.1. O Sentido de Comunidade como Variável Mediadora da Reabilitação Psicossocial

1.3.2. Implicações do Sentido de Comunidade de Familiares de Pessoas com Doença Mental na Reabilitação Psicossocial
1.3.3. Estudos Empíricos nesta Área

2. Metodologia

2.1.Objectivos
2.2 Recolha de Dados
2.3. Caracterização da Amostra

Caracterização da Amostra Clínica
Caracterização da Amostra Não-Clinica
Caracterização da Amostra Emparelhada

2.4. Instrumentos e Procedimentos de Investigação 15A Escala Breve de Sentido de Comunidade

A Escala Importância da Comunidade

3. Resultados
4. Discussão

5. Conclusões

5.1. Limitações do estudo
5.2. Implicações práticas/ rumos a seguir no futuro

Referências Bibliográficas

Anexos
 

 

Capa

Resumo_Abstract

Tese

Anexos