Psicologia

Dissertações de Mestrado

 

A transição para a idade adulta e os seus marcos
Que efeito na sintomatologia depressiva?

 

Autor: Viviana Raquel Cascalheira Agudo
Orientador: Bruno Gonçalves

 

Mestrado em Psicologia

Secção de Psicologia Clínica e da Saúde
Núcleo de Psicologia Clínica Dinâmica

Universidade de Lisboa
 

Se é autor de uma tese / dissertação de mestrado ou de doutoramento envie-nos para knoow.net@gmail.com e ajude-nos a enriquecer ainda mais o nosso site.

continuar

 

A transição para a idade adulta e os seus marcos

Resumo

A transição para a idade adulta foi recentemente reconhecida como um período distinto do desenvolvimento, uma fase com um carácter mutável, fluído e transicional. Pressupõe-se que não se trata de uma adolescência tardia nem uma idade adulta jovem, surgindo os conceitos de adulto novato ou adulto emergente. Têm sido definidas tarefas de desenvolvimento essenciais para a sua vivência (por exemplo, a separação da família de origem ou a constituição de uma relação de casal) que são geralmente operacionalizadas através dos chamados marcos de transição (acabar os estudos, trabalhar a tempo inteiro, sair de casa dos pais, coabitar/casar e ter filhos). O objectivo deste estudo é estudar a frequência destes marcos e a eventual ocorrência de transições não-normativas (as que são fora da ordem expectável, inesperadas ou reversas) e a sua relação com a sintomatologia depressiva, avaliada pela CES-D. Hipotetizou-se que a sintomatologia depressiva: seria menor quanto maior o número de marcos de transição realizados (hip. 1) e seria maior com a ocorrência de transições não-normativas (hip. 2). Recorreu-se ao método de “bola de neve” para recolher uma amostra de 100 jovens adultos entre 25 e 29 anos. Os resultados mostram o adiamento dos marcos de transição, típico da actualidade, e permitem estabelecer que as principais variáveis com efeito sobre a sintomatologia depressiva são: trabalhar a tempo inteiro, coabitar/casar e ter o primeiro filho. A primeira está relacionada com uma diminuição da sintomatologia depressiva enquanto as duas últimas favorecem um aumento da mesma. São discutidos os possíveis motivos subjacentes a esses efeitos. Não foram encontradas implicações para a sintomatologia depressiva do facto de se ter vivido marcos de transição não-normativos. Assim, ambas hipóteses não reúnem apoio dos dados. Parece ser demonstrada a pertinência de utilizar marcos de transição no estudo desta fase e que estes são associados com variações da sintomatologia depressiva.

 

Palavras chave: Depressão (psicologia), Transição para a idade adulta, Teses de mestrado - 2008

 

Índice

Resumo
Introdução

Cap. 1: A transição para a idade adulta

1.1. A transição para a idade adulta numa perspectiva de desenvolvimento
1.2. Os marcos de transição para a idade adulta
1.3 Implicações da transição para a idade adulta, ao nível da sintomatologia depressiva

Cap. 2: Objectivos e Método

2.1 Objectivos e variáveis estudadas
2.2. Método

2.2.1. Hipóteses
2.2.2. Instrumentos
2.2.3. Participantes
2.2.4. Caracterização da amostra

Cap. 3: Resultados
Cap. 4: Discussão

Cap. 5: Conclusões
Cap. 6: Referências Bibliográficas

Anexos

Anexo 1 – Protocolo

 

 

Tese

Anexos